Ban

membro desde: 2005 (full patch)

Frase: "Keep your eyes on the road, hands upon the BEER”


 

História do Ban

Quinta-feira, 19 de agosto de 2004. Pego a moto e decido sair por aí sem rumo. Acabo pegando a marginal rumo à Vila Madalena. Passo em frente a um bar e vejo uma dezena de motos iguais à minha. Penso....é aqui. Encosto a moto e um cara me cumprimenta (Leo SJK). Na entrada me perguntam com tom profético....: “Você está com os Solteiros”. Não entendi nada, mas disse: “Sim”. Fiquei meio de lado e antes de ir embora perguntei ao Leo sobre o grupo e ele me passou o endereço da lista Shadow. No dia seguinte enviei a mensagem de número 51.759. 31 de agosto voltei a postar perguntando sobre a tal SRR II. No dia 3 de setembro, uma sexta-feira, decido e me junto ao bonde noturno. No bonde estavam vários futuros irmãos de MC: Vini, Vicente e Dino. Além deles Coelho e Wagner XT. Experiência inesquecível: BR116 + chuva + bonde + tudo de novo, pois era a primeira viagem. De lá pra cá, as coisas foram acontecendo naturalmente, a amizade com todos da lista foi aumentando e em específico com os membros do Solteiros MC.

 



 

Filosofia

Moto, Rock e irmandade.

"Era um bebedor de renome, conhecido por permanecer sóbrio mesmo quando todos na festa já estavam completamente embriagados."

Esta frase descreve o filósofo Sócrates. Se tivessem inventado a motocicleta na época, ele certamente estaria presente nos bondes.... Ele ficou conhecido pela sua coragem e pelo seu intelecto. Serviu ao Exército, desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. É ídolo da torcida corinthiana até hoje.....rs


 


 

RELATO

“É  Ban e Pavão- Dijag, Dijig, Dijog, Dijão...”

 

É isso mesmo, a viagem acabou em um belo blues....Mas vamos do começo. Saio do Panamá depois de uma semana na terra do já antigo “estadista” Fidel e sigo rumo a San Diego. Sem internet na terra onde Che reina até hoje não consegui falar com o companheiro de viagem, Mr. Pavão.

 

Escala em Dallas e após migração rumei a San Diego. As três horas de diferença que enfrentara em Cuba agora viraram seis.....isso mesmo, seis de 66. Cheguei no aeroporto e resolvi que desta vez iria me “aventurar” em algum ônibus para downtown. Fui até o balcão de informação onde um Senhor Bastante educado ao invés de me indicar o ponto de ônibus telefonou para o hotel onde fizera minha reserva: “Hi, my name is Tarzan, me want you....” rsrsrsrs a mulher respondeu “we are sending you a car”.....rrsrsr. Isso mesmo, o Hotel dispunha deste serviço e em 10 minutos me pegou no terminal 2.

 

Enquanto estou descendo da limusine já vejo o amigo na recepção. Encontro com muita alegria e comemoração e enquanto eu desfazia a pequena mochila verde já tomamos o primeiro pack de bud lite. Última revisão no roteiro e fomos encher a barriga em little Italy. Bom restaurante e já ali Pavão deu o primeiro sinal de fraqueza.....deixou comida no prato. Tomei uma tal de Pinero...acho que é isso...depois vê na foto (não sei se tirei...)

 

O dia seguinte seria intenso, afinal tínhamos que pegar as motos em lugar que não sabíamos chegar e depois seguir viagem. Tempo inacreditavelmente maravilhoso. Acordamos, comemos umas pancakes na 520 Front Street e fomos atrás das motos. Na loja da Harley em Kearny Mesa, Pavão e Ban já ficam malucos...loja grande e bem montada. Papelada pronta e jaqueta comprada (afinal eu realmente sé levei a mochila) fomos fechar a conta no Hotel. Não era um trajeto muito amigável..........pega a 8 depois a 5 e depois sei lá.... Além de me acostumar com a moto (Electra Glide) tinha que acertar o caminho. Mas pra quem quer andar por caminhos desconhecidos isto deve estar longe de ser um obstáculo.

 

Conta fechada e saímos pegando a 5 North e depois a 15 North, que sobe a Califa meio em diagonal. 10 minutos depois paramos e já estávamos em contato com uma paisagem bastante bonita. Claro, parada para fotos. Na saída não fechei direito o baú e após alguns metros ele levantou e eu vi objetos voando. Pavão parou, recuperou minha pescoceira mas disse, o forro da sua nova jaqueta se foi.....Fiquei bem decepcionado. Depois de uns 15 minutos parados seguimos viagem rumo à região de Barstow. Não há mapa oficial com rota 66 mas sabia que ela passava por aquela região pois troquei emails com alguns americanos antes da aventura. Uns 40 km após esta parada estamos pilotando a umas 100 mph (afinal estava nervioso) olho para o lado e vejo o forro balangando embaixo de uma carreta........ Carreta parada e tiozão devidamente fotografado. Se contar ninguém acredita, por isto estou escrevendo...rs

 

Seguimos pela 15 com o som nas alturas, dos carros, das carretas e o do rádio. Jamais havia pego uma estrada de “coquinho” coisa de loco. De repente vejo uma placa: “Route 66 next right”. Dou seta lá da pista da esquerda e saio rasgando no meio dos carros. Duas batidas ocorrem uma com dois carros e outra entre uma carreta e um carro.....(mentira mas assim a história fica mais emocionante). Entramos e já falo pro Pavão, que não ta entendendo nada.... “Já estamos nela”.....”Hããã”.. “É, já estamos na rota”....O menino quase chora, afinal essa é a segunda das três viagens a que se propôs fazer de moto. Nesta parte ela tem o nome de..........ah não vou dizer não....quem for que se vire.....rs..........mas é uma parte urbana, em San Bernardino. Onde tinha um indicação de que estávamos na danada parávamos e mais fotos. Ficamos um bom tempo nela até não saber mais se estávamos nela....rs e encontrarmos um bom motoricano (versão do bom samaritano de  moto) que nos indicou o restante. A 215, freeway e a própria também. Então fomos de 215, juntamos na 15 e paramos em Barstow, que estava no roteiro. Chegamos ao anoitecer.....com cara de bobos e não cansados. Uma coisa temos que admitir, essas motos de coxinha não cansam, tem apoio pra lombar, bolha e tudo mais......e com o vento que tava fazendo isso foi bem importante.

 

A principal rua de Barstow também é a danada. Várias indicações no chão e nos postes. Fotos....claro. De longe avisto um hotel com cara de antigo...pensei......Holiday Inn de merda não, vamos ficar nessa porra.......e os olhos do Pavão só brilhando. Entramos do “route 66 motel” www.route66motelbarstow.com – e não venham com brincadeiras porque todo mundo sabe que nos EUA motel é apenas um hotel de estrada. Muito bem atendido pelos indianas, senhora Miridu e pelo senhor Ved. Fechado o preço fomos dar uma volta pela danada e arrumar algo pra comer....afinal nossa última refeição tinha sido a pancake de San Diego.  Comida chinesa bem saborosa – quanto mais sujo o lugar mais saborosa a comida – e cerveja chinesa ingerida. Voltamos pro Hotel e tiramos fotos de todos os carros antigos...o Pavão enlouqueceu naquele lugar... Depois fomos a um típico bar americano de esportes (Hooz on First – 218 first av – Barstow), mas.............era Segunda então contava com apenas 10 pessoas. Mas foi muito legal, fizemos amizade com a bartender e ficamos bebendo lá umas 3 horas as cervejas locais e drinks que mocinha inventava.

 

Dia seguinte pegamos motos e seguimos a danada. Fomos ao museu da 66 mas ele só abria de sexta a domingo. A idéia era ir até a divisa do estado e depois subir pra Las Vegas. A 66 é loca...........os trechos nesta parte as vezes estão perto da 40 e as vezes mergulham no deserto de Mojave. Cemitério, casas abandonadas e ausência de seres humanos e não humanos e a ausência de veículos motorizados te levam realmente ao verdadeiro espírito da 66. Motocamos uns 30 minutos até que um carro passou. É ali que se pode entender o que o povo americano vivenciou ao sair de Chicago e abrir caminho para a terra das oportunidades. Aquilo é deserto. Aquilo é loco. Fico imaginando a galera migrando no meio do nada e depois de aprox 80 anos os dois brazucas despretensiosos ali......respirando aquele mesmo ar, acelerando, parando, rindo que nem bobo. Passa uma locomotiva cujo maquinista percebe que ali estão dois aventureiros e nos brinda com um sonoro: mhhhhhhhhhhhhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..... ou seria....fuooooooooooooooooooooooo? Paramos em Ludlow pra comer...tinha um posto 76 e umas gororobas que o avestruz, digo Pavão adorou. Lá um cabra ficou deslumbrado ao saber que éramos de SP e estávamos naquela aventura. Conversei uns 10 minutos e seguimos em direção ao final do trecho da Califa. Este foi um dos caras que me falou de Sturgis, maior encontro de moto dos EUA, com cerca de 100.000 pessoas. Chegamos no Arizona e subimos em direção a Nevada. Isto quer dizer que de certa forma fizermos um pequeno trecho da danada no Arizona. Thau 66.....e que venha Vegas.

 

Sempre de olho do sol, afinal no inverno escurece umas 17:30. Então enrolamos o cabo e já pegamos os primeiros ventos. A HD com bolha em velocidade acima de 100 mph fica absolutamente desestabilizada......(não sei se pelo vento, pela bolha, pela estrada com aqueles riscos para escoar água ou ...... tudo junto).  Sol quase indo embora e entramos em Las Vegas. Muito loco entrar naquela cidade a noite. É muita luz, muito cassino gigante....Eu já conhecia, mas de moto tudo é diferente. Olhava pro peakcock e ele com a mesma cara de besta. Paradas para pegar direções para main street (Strip bla bla bla) e lá chegamos. Não tinha reservas então parei no primeiro hotel. Era o four Seasons, único hotel sem cassino da cidade. Desfizemos as malas e fomos cada um pra sua suíte.....Brincadeira novamente, a diária era de apenas US$ 500.......rsrsrsrsrsrs. Resolvi apelar para o melhor amigo dos motociclistas estrangeiros: os taxistas. Ele me indicou outros três hotéis do tamanho do nosso bolso. Paramos e ficamos logo no primeiro. As vezes ficar cotando muita coisa pode te economizar uns US$ 10.....mas eu me pergunto, quanto vale o tempo em uma viagem. Quanto vale duas horas de procura por algo......? Muito mais que isso.

 

Outra vantagem das motos dos coxinhas é que é só abri os baús e alforges pegar as malas e subir. Nada de amarração de meia hora onde se fica cansado mesmo antes de subir nas motos. Demos um giro no grande avenida, vendo a arquitetura loca...esses caras gastam muita grana nos hotéis e jogando um black JACK (jogo oficial dos Solteiros) de vez um quando.

 

No dia seguinte fomos visitar a maior loja da HD do mundo. Realmente gigante. Comprei umas besteiras e seguimos para a loja da Arlen Ness. Bom aí é locura mesmo (resolvi tirar o “u” desta palavra mesmo e não encham o meu saco). Pedi pra responsável pra ver a oficina onde construíam as motos. Ela foi bastante solícita e nos levou pro tour. Coisa de loco mesmo. Avestruz me disse que esses caras tem mais moral que os OCC nos EUA. Eu acredito!

 

Foi nesta loja que me convidaram para um bar de motoqueiros. Peguei o endereço e prometi que iria. Mas antes tínhamos um compromisso. Como pendência de minha viagem de coxa há 10 anos tinha ficado um tour pelo Grand Canyon. Contratamos o passeio e fomos para o nosso Helicóptero. Cacete, que medo da porr.... Tava ventando demais este dia  e perigava de cancelarem o passeio... Lá fomos nós. Uma das melhores experiências da minha vida. 40 minutos passando pela barragem de Hoover e chegando ao Grand C. O Piloto desceu e ficamos lá tomando uma chanpagne....rsrsrsrsrsr. Na volta sobrevoou a main street. A noite a ventania já era bem forte. Então pegamos um táxi e fomos ao tal Bar. Mr. Ds. Bom, aquilo é balada de motociclista e me reservo ao direito de não comentar mais nada.

 

Dia seguinte queríamos subir em direção ao Napa, passando pelo Death, Yosemite mas as condições eram ruins. Neve e o scambal.....rsrsr. Como qualquer bom planejamento este também era flexível...então montamos e fomos para LA. Frio do cacete e eu de coquinho, pescoceira, gorro, luva, bota, chaps.......e ainda com frio. Quis dar uma forçada na moto e fui até 115 mph, puts aquele desestabilização aconteceu novamente. Achei que ia pro chão.......a moto começou a sair do controle balançando da direita pra esquerda e voltando pra direita......tirei a mão mas não adiantava. Enfiei a mão no freio e a moto voltou. Olho no retrovisor e vejo Pavão se aproximando..... Chegou perto e fez aquele sinal que fazemos quando queremos dizer que não passa nem fio no forevis. Depois conversamos e ele disse que só ficou esperando a merda acontecer vendo a moto indo pra lá e pra cá.... Alívio. Moto de coxinha tem lá os seus segredos e limitadores. Tínhamos pego a parte não urbana da 66, então agora iríamos pegar do ponto em que entramos pra direito (olhando de frente pro mapa) e entrar a esquerda até o píer. Este trecho é totalmente urbano...é a tal coisa, quanto mais se aproxima do litoral mais as pessoas vão se fixando. Apesar da sensação de estar na danada e completar o trecho histórico não havia o mesmo espírito que se encontra no deserto. Chegamos umas 21:00. Hotel em frente ao Píer.

 

Dia seguinte – fomos procurar uma loja especializada em VW, uma outra da Guzzi e rumamos para San Diego entregar as motos. Viagem bonita pela 5 south ao lado do oceano por vários momentos. Motos entregues às 5:40 (a loja fechava as 6). Pavão tava transtornado achando que ia morrer com US$ 300 pelo farol quebrado na 66 e eu achei que teria que morrer com uma grana......uma das antenas também foi pro saco na 66. Acho que os caras estavam com pressa de fechar e não mencionaram nada.

A noite fomos ao centro de San Diego, comemos algo e bora durmir. O sábado seria cheio também. Agora sem as motos fomos atrás do carro. No começo da viagem o Peakcock falou que tava afim de experimentar um Musta. Desejo concedido. Conhecemos outros motociclistas que não tiveram a mesma sorte que nós. Pegaram as motos em San Diego e foram demais pro lado direito em direção ao Joshua e ficaram no hotel o tempo todo em virtude do mal tempo e neve. O cabra falou novamente de sturgis e nos convidou par ir pra lá, deu telefone endereço e disse que arruma motos pra gente. É o espírito do motoclismo que está presente mesmo nos americanos. Pegamos o mustang e fomos até a borda ver a discrepância entre um lado da fronteira e  o outro. Bizarro mesmo, de um lado pobreza e do outro progresso. Cercas, helicópteros e carros policiando para garantir que os chicanos não passem pro lado “bom”....

Como o vôo de volta saia domingo de LA seguimos viagem. Hotel perto do teatro chinês. Fizemos as fotos de turista na calçada, jantamos muito bem e demos um giro na cidade.......acelarando o musta, claro. Dia seguinte mais fotos de turista perto da placa de Hollywood e bora pro aeroporto. No quarteira da locadodora não agüentamos e fizemos ele inteiro em segundo, pra ouvir o barulho do motor pela última vez.

Aqui termina mais esta aventura de dois Solteiros na Califa. “É o Ban e Pavão, Dijag, Dijig, Dijog e Dijão”.

 

 


“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio”

Martin Luther King
 

 

O que lerão a seguir é a história da aventura de dois amigos em uma pequena parte da América do Sul. O projeto muito bem estudado e elaborado levou o nome de Projecto Punta. Boa leitura e espero que se divirtam....

 Curitoca, Navegantes, Camburiú, Porto Belo e Bombinhas....

 Conforme combinado estávamos todos no posto da avenida bandeirantes. O Bonde curitibano contava com quatro motos: Bananita, Hu, FF e Carol e Japa e Fátima. Pavonésio passou por lá pra dar um “até breve”....

 O grupo decidiu escapar do trânsito e pista ruim da BR 116 e seguimos via litoral. Tempo bom, motocada tranqüila até o primeiro posto da Regis, onde encontramos Dinno, que nos brindou com a primeira cerva da viagem, que começou na quarta-feira, dia 27 de janeiro de 2006.

 Na próxima parada pra abastecimento percebo que a gambiarra que havia feito na tampa do tanque da Guzzi estava dando problemas.....como a tampa não é a original houve sucção e precisei de uma chave-de-fenda pra abrir. Depois abri um respiro na tampa com o saca-rolha do canivete. Bom.... improviso feito, almoçarmos e fomos encontrar Kruger em CWB. Instalados na casa do amigo rumamos à pizzaria e mais cervas e pizza. Dormimos em CWB, casa do Kruger e Flávia e dia 28 seguimos viagem rumo a navegantes, visitar um amigo do Hu, o Rui.

 Mais cervas na casa do secretário de turismo de Navegantes, piscina, por do sol...enfim começava o período de vida difícil....difícil....que seria mantido até o dia 14/1/07.....rs À noite, pegamos a balsa pra Itajaí e fomos jantar no japonês de Camburiú (Balneário) e encontramos o Aníbal & Cia. Depois uma passada na Djun e bora pra casa do Rui.  

 Dia 29 fomos conhecer Porto Belo, uns 70 km de Navegantes. As praias de bombinhas, bombas, bombas de chocolate etc etc são bonitas. Lá baixamos a primeira seqüência de camarão e compramos nossos chapéus....exercitando, claro, a pechincha. O tempo? Muito bom! Dormimos por lá.....mas antes....fomos conhecer o Bali Hai. Casa muito bem montada no morro, bela iluminação...devia ter umas 6000 pessoas lá. Muita diversão, encontramos os amigos de hospedagem e...depois de horas lá dentro saímos e aquela cena de fim de festa. Resolvi entrevistar uma garota em situação ruim........rs. Ela não gostou muito.....mas é a vida....

 

Floripa e Garopaba

 Chegamos em Florianópolis e encontramos o casal Sapão e Princesa (Vicente e Valéria). Instalados na pousada fomos fazer um reconhecimento terrestre pela praia do Campeche. Mais cervas, iscas de peixe e chegam os amigos Hornet e Vagini (pai e filho). Todos seguiram pra outra praia pra almojantar e lá encontram a trupe do Edgar. Eu? Ah...eu fui dormir na praia.

 A noite um Rock & Roll no John Bull, mais cervas e o Projeto Punta começava a tomar corpo depois dos 40 minutos iniciais de planejamento em SP. Impulsionados pela motivação do Mazzorana em CWB estávamos pensando em esticar a viagem e voltar pela Argentina e Foz. No dia seguinte, Praia do Mole, onde nos juntamos ao casal Beto e Adriana e apreciamos belas “paisagens”, Joaquina onde almoçamos nova seqüência de camarão  e casa do Edegar e Iraide para um Reveillon com os amigos. Além dos já citados, lá estavam Fofíssima, Penélope, Cabelo e Vremeia, Marcio e Nana.

 No dia seguinte motocamos pela Beira Mar até Jurerê Internacional. Era o primeiro dia de 2007. Almoçamos na Praia do Forte e a subidinha dava um pouco de medo. Lá, formamos um torcida para cada carro que subia. Dávamos a largada  e iniciávamos o coro: “Vai descer, Vai descer, Vai descer...” Apenas dois desceram.....mas valeu. Subir aquilo com a moto dava um pouco de insegurança afinal era íngreme e estava bastante suja com areia. Com cuidado deu tudo certo. Em Floripa surgiu a frase: Obrigado Vida!!!!! A cada paisagem inesquecível, a cada momento mágico, em cima da moto, erguíamos o braço e já sabíamos o que os outros queriam dizer. Muito vento e garoa neste dia. Descobri algo imprescindível de se levar em viagens que requeiram um bom grau de resistência: vitamina c.

 À noite, saboreamos o melhor crepe que já experimentei – chocolate, conhaque e castanhas e no dia seguinte, a despedida. FF e Carol voltavam pra SP e ficamos apenas Hu and Bananita. Próxima parada Garopaba.

 A estrada? Bom BR101 é muito ruim. Quem sabe as tais obras venham a dar um jeito mas isto não acontecerá no curto prazo. Quando penso o quando poderíamos motocar a mais se as estradas fossem mais convidativas.....Em Garopaba, uma amiga  já havia pesquisado uma pousada muito boa. Lá ficamos. Em seguida fomos para o morro “seiláquenome” na casa da Pri (vcs não conhecem) que tem uma bela vista. Eu, com o  IPOD, me divertia na estrada, com vistas e ao som uma Billie Holiday ou Rush, já o Hu, não tinha nada e começou a pirar fazendo versões Rock & Roll de músicas em espanhol (Quiças.......Quiças Quicas).

 Dia tostando na Praia das Rosas e churrasco e cervas na pousada a noite (mais una cerva....). Ah...tivemos morritos, claro. Pri, Pedro, Tavinho, GlauGlau, Miltinho e Andréia estavam presentes. Pat, doente não apareceu.

 

POA e Chuí

 Depois de dois dias, POA era o nosso destino. Aquele era o lugar para  Hu rever sua família e para revisarmos as motos, já que o planejamento da viagem tinha sido muito detalhado e feito com bastante antecedência....rs. O Adv atendeu a um pedido enviado na lista e indicou uma oficina em POA.  O Hu trocou o pneu traseiro eu fiz uma revisão básica. Conhecemos o Dado Beer, casa muito bonita, e no sábado saímos para Punta, incial objetivo da viagem. Fomos muito bem recebidos pela família HU, um tempo muito gostoso. Agradeço aos pais Gisa e Zé Carlos  e aos filhos Aninha, Flavinha e Cacaio claro, os “caos” Brisa e Boris. A dificuldade desta parte é que HU descobriu o playstation e não queria ir embora....rs Tive que subornar o Cacaio  pra perder uma e o cara fazer cara de alegre de novo. Mais R$ 200 despediçados...

 A esta altura já era motivo de risos falar sobre chuva. Em geral, antes de chegar em uma cidade estava chovendo, aí chegávamos e a chuva parava. Uma das várias situações interessantes em relação a isso aconteceu quando estávamos na piscina em POA, casa da Gisa. O tempo estava nublado mas o céu abria exatamente em cima da casa...coisa de louco.

 Meio dia do sábado e zarpamos. Sair de POA foi confuso. No percurso a Guzzi Kinder chega aos 5000 km. Saí de São Paulo com 3139. Após algum tempo de estrada estávamos na Reserva do TAM. Foi uma surpresa agradável. Enquanto a maioria com quem falamos dizia ser um percurso enfadonho achamos  uma maravilha. Bonito mesmo. Foi lá que ficamos sabendo que alguém da lista poderia aparecer a qualquer momento (foto) mas foi alarme falso.

 Chuí Chuí Chuí Abacaxi.....rs.... Cidadezinha feia aquela.... Atravessamos a rua e já estávamos no Uruguai. Jantamos e fui apresentado á Patrícia. Que delícia! Fomos para a “alfândega” e descobrimos que havíamos esquecido o passaporte e RG, nada que una onça não resolvesse. Chegamos em Punta  umas 4 horas da manhã no Hotel pois fomos conhecer La Paloma e quando caímos em Punta entramos pela La Barra, que neste horário estava abarrotada de gente na rua. Cansados tivemos ainda que ficar naquele lenga lenga....

 

Punta,  Montevideo e Colônia

 Pela manhã negociei um pacote de três noites com a gerente do Hotel Alhambra e fomos fazer o reconhecimento. Descobrimos que Punta é um lugar realmente lindo. Descobrimos também que havia chovido por lá uns quatro dias seguidos....rs. Uma península cercada de praias bonitas e badaladas, marinas, mansões, cassinos e uma noite agitada. Uma noite fomos ao Conrad e dpois ao Moby Dick e na outra noite no Soho. Quem já pilotou ou dirigiu em península deve ter percebido que é difícil montar o mapa na cabeça. Na segunda noite, saímos da região do porto, rodamos uns 5 minutos. Paramos e vemos que estamos exatamente no lugar de onde saímos. Rimos, claro....e tentamos novamente. E..........novamente paramos no lugar de saído. Hilário..........Os caras bebem um pouco e põe culpa na península....rs Por o ministério da saúde adverte, “se beber não ande em península”.

 Ahhhh o verão.....

 A partir da entrada no Uruguai senti que de alguma forma éramos uma atração à parte. Muita gente querendo saber das motos, do percurso etc e invariavelmente todos eram simpáticos e nos desejavam boa sorte. Em dos bares, tomando uma Pielsen (a Patírica é melhor...) conhecemos o Gervásio. Ele disse que morou perto de Sorocaba em 1971. Eu levantei, disse que minha mãe havia contado uma historia de um uruguaio que havia fugido........eu nasci em 1972.....em pleno bar falei alto: “PAPA... “ motivo para rirmos uns 5 minutos. Ah, ele é dono de supermercado e em cima tem quartos. Segundo ele, bons quartos e preço justo (olmosgervasio@adinet.com.uy – Calle 27, no. 630 – telefono 44 46 92)

 Ficamos na vida “chata” por três dias e seguimos para Montevideo onde o consulado emitiria passaportes temporários para mim e Hu. Novamente, ao contrário do que me diziam, achei Montevideo uma cidade com um  charme especial. Na chegada um amigo nos escoltou até o Hotel. Um cara chamado Gustavo, que fica aqui imortalizado na aventura. O encontramos novamente no almoço no Puerto.  A Rambla é tipo uma marginal, que margeia (claro) o mar...(ou já seria o Rio!?!?!?).  É encantador. O povo pára de trabalhar no horário normal e vai andar, jogar, beber na Rambla/praia. Tudo na paz...... Pelo jeito o índice de criminalidade é baixo. No dia em que chagamos os taxistas estavam revoltados com a segurança pública. Um taxista havia sido morto naqueles dias. Já era o 3º..............................................na história do Uruguai.

 No dia seguinte o cônsul inventou uma história pra boi (Hu) dormir e emitiu o passaporte só pra mim. Fomos pra Colônia Del Sacramiento. No caminho conhecemos o Matheus, um brasileiro que está dando “uma volta na américa do sul” a pé.... Paramos pra conversar um pouco, desejar boa sorte, contribuir para sua próxima refeição e fomos embora. Em Colônia pensamos que uma ou duas onças resolveriam o problema novamente mas não foi possível. Neste momento uma decisão crucial/difícil: separar temporariamente a dupla ou não? As opções eram a) pedir os documentos via DHL, fomos ao escritório da DHL e isso levaria 3 dias...b) o Hu dormir em Colônia e do dia seguinte eu pegar o buquebus de volta e seguirmos pelo Uruguai c) eu entrar na Argentina pelo buquebus e ele subir até Fraybentos (mais uns 120 km pra cima). Lá com um ou dois leões (pra não falar onça) ele entraria e desceria até Buenos Aires onde nos encontraríamos em frente ao Hotel...ele provavelmente chegaria um pouco antes de mim.  A “c” foi escolhida. Além de claro, tentar “conquistar” Buenos Aires, ali era o único lugar onde enxergava a possibilidade de encontrar um bom mecânico. Minha lanterna e pisca não estavam funcionando e sabia que teria trechos noturnos a cumprir dali pra frente. Bom, nos separamos, com a frase “até daqui a pouco”, tomamos uma Patrícia e peguei o buquebus para Buenos Aires.

 A comunicação foi estabelecida por email já que o cel não funcionava e Hu não habilitara seu nex...(sem propagandas vai...) para chamadas internacionais...ahhh o cabra também não lembra seu id......hehehehehe. Cheguei no Hotel mais ou menos 01:30.  Pra quem havia saído de Montevideo umas 14:00....eu estava bem cansado. A internet não estava funcionando. Saí a procura de uma lan pra ver se Hu havia enviado alguma comunicação. Realmente havia um email enviado  para o Hermano Bananita: “Hola Hermano Bananita !!!!  espero q tenha feito uma boa travesia...... q tenha saido e se dado bem...estou em paysandu, nem tentei atravesar ainda, vou tentar por Salto e ver se te encontro em Concordia, acho q é isso, uma cidade antes da puente. Vou fazer o check out só as 12:00, assim, pode me responder e a gente combina melhor. abraÇos de su hermanito JU”. Bom além de não entrar por Fraybentos Hu já estava mais acima ainda. Respondi a mensagem e fui dormir sabendo que no dia seguinte ia ter que ralar pra alcançar o cabra...

  

Buenos Aires.........e 1300 km pela frente

 Racionalmente a cidade é duas horas de vôo de SP....mas não interessa, estava no ponto mais ao sul que iria de moto e isso é, por si só, era compensador. Vencer os desafios realmente nos ajudam a conhecer um pouco mais sobre os nossos limites.

 Rodei umas duas horas atrás de uma oficina para trocar um fusível. Eu tinha consciência que teria um dia/noite difícil. A lanterna e piscas haviam parado de funcionar e nesta situação não poderia motocar a noite...............seria arriscado demais. Depois de muito perguntar acho a oficina. O mecânico muito simpático também fez muitos elogios à Guzzi. Eu não sabia mas a Guzzi é a moto da polícia federal argentina, por isso todos conhecem e gostam. Pessoas paravam seus carros, abriam os vidros, perguntavam sobre a moto, quanto custava no Brasil e desejam boa sorte no percurso de volta. Quem precisar de um apoio técnico em buenos aires eu recomendo o Alvaro (Álvaro Rodados, Av. Entre Rios 1224 – Capital Federal, Fone 4304 0744 ou 4306 7662).

Perto do Hotel tinha uma loja com troféus e essas coisas. Estava fechada e a garota veio me atender. Perguntei se eles vendiam pins mas ali era o show room da fábrica. Bom, cara-de-pau que eu fiquei nesta viagem resolvi simplesmente pedir uns de graça. Acreditem ou não, eu não tinha pesos (perguntem ao Hu porque..). Ela abriu umas gavetas e me deu dois pins da Argentina. Um deles já está com o amigo Hu. Obrigado Liliana.

 Apesar de ser uma passagem de conquista sem objetivos turísticos coloquei na cabeça que iria pelo menos almoçar no Puerto e bati uma bela chepa no Siga la Vaca. Coisa de louco, US$ 10 com comida e bebida a vontade. Pena que estava com pressa. Na sáida, estava colocando toda  a indumentária duas turistas brasileiras me perguntaram o que eu fazia ali? “Vc é louco?!?!?” Eu ri......Quem é realmente louco? Quem passa a vida sem correr riscos? Quem fica trancado em um condomínio? Ou, nós, os motoclistas que babam de alegria ao ver e ouvir por-do-sol, amanhecer, cachoeira, ronco de moto,  barulho de bicho e claro, como diz meu amigo RAIG “muito asfalto e vento na cara”.  A partir daquele enfrentaria o maior desafio de resistência da minha vida. Rodar de Buenos Aires à Foz do Iguaçu sem dormir e parando apenas para reabastecer e procurar posto de internet pra saber do paradeiro do  Hu.

 Como ocorre em todo percurso que inclua uma cidade mediana ou grande, sair e entrar dá trabalho. Depois do trecho urbano estava na Ruta 12. Claro, como era de se esperar, pois todos haviam me dito, um guarda me pararia. Afirmou que eu havia ultrapassado o limite de velocidade. O engraçado é que era em um trecho que fiz questão de passar devagar pois era uma ponte muito extensa saindo de Zarate e indo em direção à Ruta 14e com um vista bonita. Quando eu e Hu nos separamos eu deixei o dinheiro com ele e segui com pouquíssimos pesos. Portanto, não tinha o que pagar..........no fim das contas o guarda ficou com tanta dó que consegui um copo de água bem gelado....e não precisei lavar o copo. Sorriso no rosto volto para a 12, entro na 14 e sigo em frente.

 No caminho, o trânsito pára. Vejo um monza com o pára-lamas e vidro quebrados e o repórter me diz com cara de pena, foi uma moto. Bom, não consegui impedir o pensamento sobre o Hu, afinal, ele poderia ter entrado naquele pedaço. Bom mais a frente uma “mobilete” toda espatifada. O piloto havia morrido. Também não deixei de pensar que eu havia parado um meio hora antes do acidente.....enfim, sem muito drama, apenas alguns pensamentos fúnebres. Mas, quem sabe a hora de ir dessa pra outra? Moto é perigoso? E andar sobre as obras do metrô não?.Chega a noite e eu paro para uma refeição rápida, abastecimento, atendimento aos “fãs” e sigo. Foi realmente estressante esse trecho pois a possibilidade de bater em um bicho maior me dava calafrios. Era bem comum ver animais de porte pequeno e médio estrebuchados na pista, além de alguns vivos.

 Chego em Concórdia e entro na cidade. Até que bonitinha mas pra quem tinha uns 900 km pela frente eu queria mesmo era entrar, achar uma lan (a cidade é minúscula mas tem uma) achar Hu e seguir. Bom novos desencontros. Voltei pra estrada...que tem inseto que é um beleza. Molhei a bandana dos solteiros pra passar na viseira....mas o destino levou a bandana.......rsrsrs Coloquei na cabeça que iria para FOZ em uma tacada pois se dormisse as coisas não dariam certo e eu tinha que trabalhar na segunda, dia 15/1/07. Rodei, rodei, rodei....abasteci....rodei, rodei, rodei.........abasteci....

 Acompanhado pela lua e Deus revi minha vida, desafios, futuros, inventei termos....por exemplo, pra poder desenvolver uma velocidade de 120 km/h eu, após reabastecer, esperava a figura do “coelho protetor”. O Coelho Protetor é um carro que vai da velocidade que eu gostaria e tira os animais da minha frente. Era um alívio quando pegava carona em um destes. Bastante  cansado descubro que ainda tenho 400 km pela frente (estou bem?). Em seguida a luz do amanhecer renova os ânimos (amanhecer). Enquanto a gazolina era o combustível da moto, as paisagens eram o meu! Bom.... “só” mais 400 km?...”.vamo embora”.

 

Puerto Iguassu, Foz do Iguaçu e Ciudad Del Este.....

 Cheguei em Foz às 9:30 da manhã. Uns 1300 km rodados em quase 20 horas. Bem que podiam inventar o “silver butt”. Na fronteira um pouco mais de chatice policial e entro no Brasil. Vou atrás de casas de internet para me comunicar com o Hu. Ele havia me enviado um email, depois que eu passei em Concórdia dizendo que dormiria em Posadas e que chegaria em Foz umas 12:00, conforme minha sugestão no último email. Descubro que há apenas um McDonalds na cidade, passo uma mensagem pra ele (na última comunicação combinamos ao meio dia em frente ao Íbis, que o Hu disse que tinha - detalhe não tem Íbis na cidade...rsrsrsrs). Espero o Hu até 13:00 e quando estou indo pro Hotel que tinha fechado o cabra aparece. Muita felicidade, ambos havíamos feito um percurso longo sozinhos e como o risco era grande o retorno também foi! Dança del Sirisitos Hotel e compras de 3 horas. Hotel, soneca, jantar no Japa e fechamento baladístico na Ônus (Foz) – lugar muito legal mas a banda não estava à altura. Fui dormir às 5:00, quer dizer, 40 horas dormindo apenas 2 horas – não pretendo mais fazer isso na vida.

 Quando vc pensa que não há mais nada o que fazer, chegamos o Parque do Iguaçu. Acho que deve fazer uns 18 anos que fui lá (é, eu sei, tô ficando velho). De verdade, me impressionou a organização. Foram alguns reais bem pagos. Das Cataratas direto pra Londrina, apenas para descansar. Este trecho, vcs podem achar que estou brincando, mas foi uns dos mais bonitos da viagem. Um arco-íris que só tinha visto em filmes. Pra variar a chuva não nos pegou....e foi lavando a paisagem que estava ao nosso lado (Obrigado Vida!).

 Dentro de Londrina, graças a Deus um bom hotel na beira da estrada de volta. No domingo “apenas” mais 160 km e já estávamos na Castelo e “apenas mais uns 360 e estávamos no Johnie Wash.  Aí a última vez que a canção foi cantada:

 

“Adios muchachos compañeros de mi vida

Mas una cerva que fue bebida

Cruzar fronteiras com el Hu e Bananita

Punta Del Este, Guantanamera e Guarrira........Guarrira Guantanamera....”

 

Mais 2 km e estava em casa............... cansado que dava dó mas renovado que dá gosto.

Agradeço  a todos que torceram e deram apoio a esta aventura. Boas aventuras a todos.

 

Frases memoráveis

Ahhhh o verão...!

Obrigado vida!

Homem é tudo hjkfhasdfuh.............por isso a gente gosta de mulher!

Gastei metade do meu dinheiro com mulheres e bebida.....o resto...desperdicei!

Cadê  RG?!?!? Cadê o passaporte?!?!?

Uma onça!?!??

 

Agradecimentos Especiais

Kruger e Flávia - CWB / Rui – Navegantes / Carol e FF / GlauGlau e Pri – Garopaba / Gisela e Zé Carlos / ADV – POA / Gustavo – Montevideo

 

Links de Todas as Fotos

Projecto Punta parte I / Projecto Punta parte II